segunda-feira, abril 30, 2012

Programação e metas para maio

Neste mês de maio vou participar de 2 corridas como preparação para a Meia de Floripa O2, são elas:

A primeira será a Corrida de Aniversário da Polícia Militar de SC, que acontecerá no próximo sábado, dia 05/05 às 15:30h, na Beira Mar Norte. Serão 7km em terreno plano, em um percurso já “manjado” pelos corredores de Floripa.

A segunda será a Corrida Pedra Branca, no dia 20/05, em Palhoça. Ano passado participei dessa corrida em dupla com a Juliana, onde cada um fez 6km (veja aqui o post sobre a corrida), porém este ano não existe a possibilidade de revezamento e os atletas terão que escolher entre as distâncias de 3km, 6km e 12km. Optei por correr os 12km, com a intenção de testar minha preparação para a Meia de Floripa O2, a Juliana dessa vez fará a prova de 6km.

Como falei, meu objetivo é participar destas provas como preparação para a Meia de Floripa em junho, portanto não terei responsabilidade nem cobranças quanto a melhorar meus tempos. Mas acredito que com o treinamento que tenho feito, o ganho de velocidade será inevitável.

Minhas metas serão:

  • Corrida da PM-SC: 7km – 37min
  • Corrida Pedra Branca: 12km - 1h05min

 

Informações e inscrição:

Corrida de Aniversário da Polícia Militar de SC - http://www.acorsj.com.br/

Corrida Pedra Branca  - http://www.corridapedrabranca.com.br

sexta-feira, abril 27, 2012

Corrida Rústica da Palhoça – 5km

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No sábado, dia 21/04, participei da Corrida Rústica em comemoração aos 118 anos de emancipação do município da Palhoça/SC.

Esta corrida não estava no meu calendário, fiquei sabendo dela durante a semana pelo grupo Loucos por Corridas e no blog Correndo de Bem com a Vida (Helena). Dois motivos foram determinantes para que eu decidisse em participar desta prova:

  1. De Grátis: a prova organizada pela prefeitura tinha inscrição gratuita, o que me atraiu na mesma hora. A prova não dava “kit’s” nem medalha de participação, a premiação era somente para os 5 primeiros de cada Categoria, mas tinha o que pra mim era o mais importante, tinha uma corrida. Fiz questão de comparecer com o objetivo de incentivar para que tenham mais eventos desse tipo, onde a vontade de correr é maior do que qualquer vaidade.

  2. Loucos por Corridas: a certeza de encontrar os Loucos por lá foi decisiva para ir do Campeche a Palhoça participar dessa corrida. Desde a volta de NY, eu e a Jú ainda não tínhamos tido tempo pra conversar com essa galera e não poderíamos perder essa oportunidade para colocar a conversa em dia.

557758_363830823669316_100001272041331_1126465_1098238644_nDesta vez o Sebastião e seu filho Bruninho, foram de carona com a gente, o que já rendeu uma boa conversa no trajeto até a Palhoça. Sebastião é um verdadeiro Louco por Corridas, que inclusive já fez a Maratona de Santa Catarina vestido de Chapolim, um corredor cheio de histórias, algumas contadas no seu Blog. (http://sebastiaoadnir.blogspot.com.br)

A corrida estava programada para as 16:00h, mas chegamos bem cedo, por volta das 13:40h, sobrando bastante tempo para jogar conversa fora, contar e ouvir histórias com quem apareceu por lá.

Antes da largada da Rústica, teve a corrida das crianças, outro detalhe muito legal deste evento promovido pela prefeitura de Palhoça. É muito legal ver a criançada correndo e tomando gosto pelo esporte, na minha opinião esse é um dos caminhos pra se construir um mundo melhor.

574983_417994161546237_100000069705041_1665192_59235623_nA largada atrasou um pouco, e acabou acontecendo somente as 16:30h. Fazia muito tempo que não participava de uma corrida de 5km, e já tinha me esquecido a “pauleira” que é. Diferente das provas acima de 10km, nessas provas curtas não existe muitas maneiras de cadenciar o ritmo, o jeito é tentar manter um ritmo quase no limite até a metade, e depois ir até o final no limite.

Como era um “treino de luxo”, meu objetivo era não exagerar e fazer uma boa prova dentro do possível. Coloquei no Garmin um pace de 5’00”/km como meta. Nos primeiros km’s já tinha percebido que havia me subestimado. Completei os 2 km’s iniciais com pace de 4’19” e 4’10” respectivamente.

Antes da prova, já tinham me avisado que haviam 2 subidas fortes no trecho final, então resolvi dar uma segurada para não “morrer” no final. O 3º km fiz em 4’41”, e comecei a encarar as subidas num ritmo bom para fazer tudo sem caminhar. O 4º km foi o mais lento da prova, 4’52”, fruto da segunda subida que era bem íngreme.

O último km foi no gás que sobrou, e mesmo assim consegui fazer um bom pace de 4’27”, cruzando a linha de chegada em 22min 20seg, um novo recorde pessoal nos 5km.

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Sem dúvida nenhuma valeu muito a pena participar dessa prova, além de ter corrido bem melhor do que o planejado, pude reencontrar os amigos e curtir essa boa energia do mundo das corridas de pequeno porte, mas de grande coração.

quinta-feira, abril 26, 2012

17º Revezamento Volta à Ilha – Equipe Newpace

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A primeira prova que participei depois da meia maratona de Nova York, foi o 17º Revezamento Volta à Ilha. A equipe Newpace Assessoria Esportiva, foi composta por: Diego Nunes, André Sardá, Samo Fischer, Denise Ventura, Roberto Otero, Aloma Sinara, Maria Zileine Cardoso, Isabel Rodrigues, Pitter da Silva, José Filipe Neis, Juliana Wutke e Guilherme Preto. (Categoria: Participação B)

O Volta à Ilha é uma das maiores provas de revezamento do mundo, e este ano contou com mais de 3.000 atletas divididos em 394 Equipes percorrendo 140km ao redor da Ilha de Santa Catarina.

A largada do Volta à Ilha é feita em “blocos”, com a primeira saída acontecendo às 4:00 da madrugada. A nossa largada foi as 5:15h, quando o Diego saiu do trapiche da Beira Mar para fazer o Trecho 1. (Veja a descrição dos trechos aqui).

AP12VI59_Baixa-1800x1200pixels300dpiO Trecho 2, já era o meu primeiro trecho, ainda era noite quando por volta das 5:47h eu parti para percorrer os 4,8km entre o João Paulo e o Office Park na SC 401. O Diego fez um ótimo tempo nos primeiros 7,1km e acabou chegando antes do que eu imaginava. Por sorte, eu fazia o aquecimento próximo ao posto de troca e quando o fiscal gritou o número da equipe que estava chegando corri pra pegar o bastão e seguir no percurso.

Por ter sido “pego de surpresa” na troca, sai meio estabanado tomando um gel de carboidrato e carregando uma garrafa de água nos primeiros metros. Além disso, acabei esquecendo de ligar o Garmin antes para reconhecer o satélite, que só começou a funcionar depois de 1,23km já percorridos.

A primeira parte destes 4,8km, era com subidas e descidas, mas por ser logo no início do trajeto não foi tão difícil de encarar e acabei conseguindo colocar um bom ritmo na corrida. Como eu já conhecia bem o percurso do Bairro João Paulo, soube a hora certa de acelerar, e nos últimos 2,5 km, já na SC 401, fiz um bom pace até terminar o trajeto em 24min 05seg.

Minha segunda participação foi no Trecho 11, na praia do Moçambique. O trajeto de 5,7km pela praia, estava melhor do que eu imaginava, pois a chuva deixou a areia mais firme. Larguei as 11:48, e logo no início o ritmo já era bem abaixo do que eu tinha programado, em torno de 5’05”/km. Porém, na metade do trecho, com alguns desvios que tive que fazer para escapar das ondas que avançavam sobre a praia, as pernas começaram a pesar e para evitar um desgaste maior acabei reduzindo o ritmo. No fim entreguei o bastão em 29min 52seg.

Por último, resolvi fazer um “Bônus Track”, acompanhando a Juliana no último trecho do Volta à Ilha (Trecho 19). O percurso de 6,2 km entre a Baia Sul e a Beira Mar Norte. Desde o início deixei a Juliana colocar o ritmo para não atrapalhar, mas ela foi muito bem principalmente nas subidas e descidas da prainha. Quando estávamos chegando próximo ao sambódromo, resolvi dar uma puxada no ritmo e ela mesmo que cansada acompanhou. Combinei com ela que iria até a Ponte Hercílio Luz com ela e depois acelerava para ir recebe-la com toda equipe na chegada.

AA12VI6767_Baixa-1800x1200pixels300dpiPor volta das 18:58h a Juliana apontou na reta final, e junto com toda equipe em uma recepção calorosa, cruzamos a linha de chegada concluindo os 140km do revezamento que abraçou a Ilha de Santa Catarina.

Durante o percurso tivemos alguns atrasos devido ao mau desempenho do motorista da van, que demonstrou o tempo todo uma má vontade gigantesca de estar ali. Fica a dica: Escolham bem a Van para participar do Volta à Ilha. O motorista além de conhecer muito bem Floripa, deve pelo menos ser simpático para não ser uma nuvem negra dentro da Van. (um veículo auxiliar, também é indispensável para evitar atrasos nos postos de troca)

Mas o que fica depois de um evento como esse, é a alegria de compartilhar com uma equipe de amigos e cheia de gente viciada em correr, um dia inteiro de muito suor e endorfinas por um paraíso como Floripa.

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Tempo total da Equipe: 13h 40min 54seg (adicionado 15min de punição)

Colocação na Categoria Participação: 129º de 264

Link do Garmin:

*O 17º Volta à Ilha aconteceu no dia 14/04/2012

sábado, abril 21, 2012

Correr Vicia – 1 ano correndo e blogando!

Hoje, 21 de abril, o blog Correr Vicia completa 1 ano de vida. Nesse período muitas histórias foram contadas aqui. Transpiração e Inspiração contínua durante 1 ano completo.

Tenho muito a agradecer a todos que passaram por aqui, cada um dos 12.000 acessos e vários comentários deixados no blog durante esse ano, me motivaram a correr cada vez mais e continuar blogando.

O que tenho a dizer é: -“Correr me faz blogar, e blogar me faz correr!!!” – um verdadeiro ciclo vicioso que alimenta o Blog Correr Vicia.

Leia o primeiro post pra relembrar: “O começo…”

sexta-feira, abril 20, 2012

NYC Half ‘12 – Os últimos 11 km’s e a chegada

ny city 143Depois de correr os 10 primeiros km’s dentro do Central Park, entramos na 7th Av. e o visual da corrida mudou radicalmente, as árvores do Central Park deram lugar aos prédios que fazem de Nova York uma verdadeira selva de pedra. O ambiente tranquilo da natureza do maior parque da cidade, dava lugar a avenidas largas e prédios imponentes por todos os lados.

Nossa estratégia de corrida inicial, era corrermos primeira metade da prova juntos, independente do ritmo. Combinamos de utilizar o 10º km como checkpoint para decidir qual o ritmo que cada um seguiria. No caso de nosso ritmo e estado físico estarem muito diferentes, seguiríamos cada um na sua corrida para não prejudicar o outro. Já tínhamos inclusive marcado um ponto de encontro depois da chegada no caso de nos separar, mas não foi necessário.

Olhando no Garmin vi que o ritmo estava abaixo dos 6’30/km, ou seja, estávamos dentro do pace certo para completar a prova dentro do nosso objetivo de 2:30h. Além disso, fazendo aquele pace nem sentimos os 10 km’s iniciais. Bem fisicamente e dentro do tempo previsto, não existiam motivos para não completarmos a prova juntos. Seguimos lado a lado para cruzar Manhattan correndo.

meia fotos 3O percurso seguia 17 quadras na 7th Av. até a rua 42, mas logo depois do terceiro quarteirão já era possível avistar as luzes dos famosos painéis de publicidade da Times Square. Desde o início da 7th Av. bandas de músicas nas calçadas e muitos torcedores nos acompanhavam. As vezes é até difícil manter um pace, de tanta novidade ao redor, se não focar na corrida (e é difícil!) você acaba caminhando pra admirar aquele cenário de filme.

A Times Square é definitivamente o ápice da NYC Half Marathon, um lugar naturalmente repleto de pessoas 24h por dia, onde a torcida faz muito barulho e todos corredores são contaminados pela alegria e orgulho de estar participando da meia de Nova York. A energia e felicidade de todos, torcida e corredores, na passagem por aquele lugar, serve de recarga das baterias e motivação para o restante da prova.

Durante a travessia da Times Square, o corredor se sente uma atração de Nova York. A torcida aplaude e grita como se fossem atletas profissionais e famosos passando por ali, bastava levantar o braço e abanar que o barulho aumentava.

meia fotos 6Passando pelos telões iluminados da Times Square, o percurso virava a direita na rua 42, e partia em direção a margem oeste da ilha de Manhattan. Na metade deste caminho, tinha o posto de hidratação que eram fornecidos os géis de carboidrato. O fato de fornecerem os géis gratuitamente é muito legal e mais um ponto positivo da organização. A parte ruim é o estado que fica o chão ao redor da área de fornecimento. Depois de tomar o gel, todo mundo jogava a embalagem no chão, que ao ser pisoteada espalhava o resto de gel que tinha no seu interior pelo piso, resultado: Um grude só! Parecia que estavámos correndo sobre uma cola.

Seguimos pela rua 42 até a West Side Highway no 13º km, às margens do rio Hudson. Da metade da rua 42 em diante a torcida diminui consideravelmente, e o incentivo fica por conta dos treinadores das equipes, bandas e dj’s. É um momento mais intimista da meia, onde finalmente começamos a levar a corrida mais a sério.

No 15º km, perguntei mais uma vez para a Juliana como ela estava se sentindo, e a resposta me surpreendeu tanto quanto nosso primeiro beijo, disse ela: – “…por mim dá até pra acelarar um pouquinho!”. Já tinhamos corrido 15 km e ela estava “guardando” energia, vê se eu posso!

Na mesma hora respondi pra ela: “- Então pode fazer o ritmo que eu te sigo…”, e lá foi ela acelerando. O ritmo que já estava bom, ficou melhor ainda, passamos a rodar abaixo de 6’00”/km, e no km 17, um ponto considerado crucial nas meias maratonas, passamos com pace de 5’35”, nosso melhor pace da prova. O tempo já não era mais problema, começava a ficar óbvio que chegaríamos antes de 2:30h.

nyc half 018A Juliana nesse momento não conseguia mais falar, estava sentindo o ritmo mais forte, me pediu pra não falar com ela e seguir no mesmo ritmo. Ela se concentrou de tal jeito, que às vezes eu olhava e via ela correndo de olhos fechados, focada na respiração. Eu que não era louco de atrapalhar, fui me divertir com a torcida e atrações ao longo do caminho, e tinha de tudo: staffs e treinadores gritando “good job, good job, you can do it!”, cheerleaders dançando ao som de bandas e até policiais gritando e aplaudindo a passagem dos corredores. Como falei antes, a torcida nesse trecho era menor, mas não deixava de ser empolgante.

A cada apito de 1km do Garmin, a emoção crescendo, o sonho de completar a primeira meia maratona em Nova York, ia se tornando realidade. Ao passar pela cronometragem da prova nos 20km, somente 1.000 metros nos separavam da nossa medalha de finisher e de alcançar um objetivo que nos exigiu muito treino, dedicação e companherismo.

nyc half 017Faltando exatamente 800m para a linha de chegada, entramos no túnel que passa sob o Bryant Park, mais uma surpresa da prova. A gritaria lá dentro era grande e a empolgação de estar chegando ao fim tomava conta de todo mundo que cruzava aquele túnel. Ultrapassamos muita gente nesse trecho final, e vimos muita gente penando pra concluir a prova. Percebi então o quão preparados nós estávamos, valeu muito a pena seguir o treinamento a risca.

Saindo do túnel, já era possível ver a placa de 400m, nada mais poderia nos impedir de concluir nossa primeira meia maratona. Depois de dobrar a esquina na Water St. avistamos a linha de chegada, a emoção era incontrolável. Era de arrepiar a vibração da torcida na chegada.

Os últimos 200 metros, foram de extâse total, algo muito difícil de descrever. Dava vontade de ir bem devagar pra que aquele momento se prolongasse. Faltando poucos metros para o final da meia maratona, peguei na mão da Juliana e lado-a-lado, cruzamos a linha de chegada, completando a meia maratona de Nova York em 2:13:39*, praticamente 16 minutos antes do tempo planejado. Era a primeira meia do Casal 21k chegando ao fim.

Depois de cruzar a linha de chegada, nos abraçamos com a sensação de dever cumprido. A Juliana, estava bastante cansada, chegou ao final no limite segundo ela. Eu me sentia bem, cansado claro, mas em condições de correr mais alguns metros se fosse preciso.

Logo depois daquele abraço e do primeiro beijo como um casal de meio maratonistas, pegamos nossas medalhas de finisher, um “prêmio” que certamente ficará guardado com muito carinho na nossa história. A primeira etapa do Projeto Casal 21k estava concluída.

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Resultado Oficial:

Juliana (F33)

Tempo: 2:13:39

Posição Geral: 11.431º de 15.344

Posição no Feminino: 5.108º de 7.883

Posição na Categoria F30-34: 1.168º de 1.757

 

Guilherme (M33)

Tempo: 2:13:40

Posição Geral: 11.435º de 15344

Posição no Masculino: 6.324º de 7.461

Posição na Categoria M30-34: 1.274º de 1.442

Link para os resultados oficiais: CLIQUE AQUI

Registro do Garmin:

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