Mostrando postagens com marcador Histórias do Esporte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Histórias do Esporte. Mostrar todas as postagens

domingo, agosto 31, 2014

Entrevista ADRIANO BASTOS - PFC #59

O Por Falar em Corrida teve o prazer de entrevistar um ídolo das corridas de rua do Brasil, Adriano Bastos.

Não perca essa edição do podcast mais irreverente sobre corridas de rua. Acesse o site www.porfalaremcorrida.com ou clique no play logo abaixo para escutar a história impressionante desse que é um dos corredores mais vitoriosos do Brasil.

PLAY

DOWNLOAD DO PFC#59

terça-feira, setembro 04, 2012

Cometi uma gafe, mas conheci uma bela história de superação.

Harry Thomas Jr - Running NewsEssa semana cometi uma gafe, foi sem querer e por pura falta de informação, mas não deixou de ser uma gafe. Apesar do pequeno constrangimento gerado, esse “mico” me permitiu conhecer uma bela história de superação e dedicação as corridas.

O nome da vítima da gafe é Harry Thomas Jr. fundador do primeiro site brasileiro de corridas de rua o maratona.com.br, e posteriormente, do Webrun. Agora no comando do Running News. Conheci ele nos primeiros dias de Correr Vicia, numa das várias pesquisas sobre atletas e blogs de corridas que fiz na época. É quase impossível pesquisar sobre corridas de rua no Brasil e não chegar até o Harry.

Desde então acompanhei seu trabalho principalmente através do Twitter (@blogdoharry), onde ele está presente assiduamente. Foi através dessa rede social que acabei fazendo o primeiro contato com ele, ao encaminhar nossos posts sobre a participação na NYC Half Marathon ‘12. Ele inclusive retornou na época dando um feedback muito legal.

Mas foi também através do twitter que acabei cometendo a gafe desta semana. No intuito de divulgar o podcast, encaminhei ao Harry uma mensagem direta com o link do programa. Demorou 3 dias para que ele me respondesse, e por consequência, que eu descobrisse a gafe que tinha cometido.

Que o Harry é uma celebridade do mundo das corridas no Brasil eu já sabia, e isso me fez admirar seu trabalho na divulgação do esporte principalmente através da internet. O que eu não sabia é que ele tinha uma deficiência, e que justo essa deficiência impediria ele de conhecer nosso podcast. O Harry é surdo!!!

twitter com harry

Isso mesmo, a minha gafe foi encaminhar um programa de áudio para um deficiente auditivo. O Harry me respondeu a mensagem educadamente falando de sua deficiência e perguntando do que se tratava. Me restou responder pedindo desculpas pela gafe dizendo que não sabia do seu problema e explicar que se tratava de um podcast sobre as corridas de Santa Catarina.

Aproveitando o que aconteceu, Harry publicou na sua timeline do twitter um vídeo de uma matéria realizada sobre ele no programa Vamos Correr da ESPN, para que outros seguidores desatentos como eu pudessem saber melhor sobre sua história de vida.

Descobrir a deficiência do Harry só fez aumentar minha admiração pelo seu trabalho e agora também por sua superação como ser humano e atleta. Mais um exemplo de que não existem obstáculos intransponíveis nesse mundo, o que existe é vontade de supera-los ou não.

Obrigado pela lição de vida Harry, e mais uma vez, desculpe pelo mico!!!

Assista o vídeo sobre a história de Harry: (A partir do 1:15 começa a reportagem)

segunda-feira, agosto 13, 2012

Mo Farah, Usain Bolt e os jogos de Londres’12

Mo Farah e Usain Bolt em Londres 2012

Mo Farah e o raio do Bolt, Bolt e o coração de Farah, uma imagem para a história das Olímpiadas.

Os Jogos Olímpicos de Londres chegaram ao fim. Confesso que sentirei muita falta dessa overdose de esportes. Fui descaradamente um “maníaco psicótico” pelos Jogos de Londres, assisti a todas as modalidades que consegui durante os 17 dias do evento, sem dúvida nenhuma fui contaminado com o “vírus olímpico”.

Mas como o assunto aqui no Blog é Corridas, vou comentar somente o que mais me chamou atenção nas pistas de atletismo.

USAIN BOLT

Insuperável, Bolt não é só o homem mais rápido de todos os tempos, mas um exemplo de atleta, comprometido com o espetáculo e totalmente decidido em ser uma lenda do esporte. Não há quem não simpatize com uma figura como a do Jamaicano.

Pra mim só o tempo vencerá Bolt, mas enquanto esse dia não chega, ele continuará vencendo o tempo. 

MO FARAH

Acompanhei quase todos eventos de atletismo, mas devido a uma humilde identificação tinha interesse especial nas prova de 5.000 e 10.000 metros. Pra minha sorte as duas provas foram das mais emocionantes do evento, com a vitória do atleta da casa Mohamed Farah.

Apesar de famoso no mundo das corridas, Mo Farah não era um dos favoritos, mas depois que é dada a largada as estatísticas ficam para trás e o que conta é ser o melhor naquele momento. Mo Farah deu um espetáculo, surpreendendo Quenianos e Etíopes com uma estratégia de prova perfeita tanto nos 10k, quanto nos 5k.

Além disso deu um show de simpatia e carisma nas comemorações. Mesmo sem ser Britânico, senti orgulho de ver um atleta com aquele espírito de vencedor.

BRASILEIROS NA MARATONA

A maratona masculina dos Jogos de Londres reservaram um momento de orgulho para quem vive o dia-a-dia das corridas pelo Brasil. A dificuldade de ganhar uma medalha era evidente, pois são 105 maratonistas com tempos entre 2:05 e 2:15, mas nossos representantes Marílson, Paulo Roberto e Franck deram o seu melhor e chegaram em 5º, 8º e 13º colocação.

Marílson foi o primeiro não africano e concluiu a prova em 2:11:10. Mas vale destacar que o Brasil foi o único país com 3 atletas entre os 15 primeiros. Nem os países africanos conseguiram esse feito.

ATLETISMO BRASILEIRO

Foi a primeira vez desde 1980 que o atletismo brasileiro não trouxe uma medalha, muito triste. Não vou ficar aqui desenvolvendo teorias sobre esse mau rendimento, mas acho que acendeu a luz de alerta, é preciso agir!!!

RIO 2016

Agora é nossa vez, a próxima overdose de esportes será no Rio de Janeiro em 2016. O Brasil tem a chance de reinventar o esporte brasileiro. Quem sabe essa chama olímpica motive a nossos governantes a investirem de forma massiva na Educação e consequentemente no esporte de base do país.

Acredito e torço para que seja um grande evento no Rio de Janeiro, mas é preciso olhar além, e pensar no esporte a longo prazo. O que me preocupa não é o esporte Brasileiro para daqui a 4 anos, nesse período a visibilidade e investimentos serão inevitáveis, mas temos que nos precaver para que até 2020 essa “onda olímpica” não vire uma marolinha.

Valeu Londres’12, Até o Rio’16 !!!

terça-feira, julho 24, 2012

Qual foi o tempo de Gabrielle Andersen-Schiess em 1984?

Outro dia, vendo mais uma reportagem sobre Olimpíadas que mostrava a chegada agonizante da maratonista Gabrielle Andersen-Schiess (suíça, nascida em 20 de maio 1945) um detalhe me chamou a atenção. Pela primeira vez reparei no tempo em que aquela atleta completou a maratona. Esse pequeno, mas importante detalhe me vez ver aquele momento com outros olhos.

Talvez por não praticar o esporte nas Olimpíadas passadas, eu não tivesse noção, nem desse importância ao que pra qualquer competidor de corridas é o dado mais importante para medir seu feito: o tempo.

Ver a atleta suíça toda torta e demorando mais de 5 minutos para percorrer os últimos 400 metros da maratona, fazem com que vejamos ela como uma pessoa normal que luta para cruzar a linha de chegada. Mas pode acreditar, não é o caso!

Gabrielle Andersen-Schiess mesmo tropeçando nas próprias pernas, terminou uma das maratonas mais quentes da história em 37º lugar entre 50 atletas que largaram. Destas 50 somente 44 conseguiram concluir a prova, sendo a brasileira Eleonora Mendonça a última a cruzar a linha de chegada.

E o mais impressionante, ela correu os 42km em 2:48:42. Um tempo que me fez ver aquele momento com mais admiração ainda, e considerar a Gabrielle uma verdadeira super-atleta.

Aquela era a primeira vez que a maratona feminina fazia parte dos jogos olímpicos, e a última chance de Gabriela participar e completar uma maratona olímpica. Ela já tinha 39 anos e tinha consciência de que seria muito difícil ter uma nova chance de cruzar a linha de chegada no evento esportivo mais importante do planeta. Pensando assim ela decidiu não desistir e ir até o final mesmo com caimbras por todo o corpo para conquistar um sonho.

Um ano antes das Olimpíadas, ela havia vencido duas importantes maratonas nos Estados Unidos (Califórnia International Marathon - 2:33:25 e Twin Cities Marathon - 2:36:22), além de ser recordista suíça em várias distâncias.

A campeão daquela maratona foi Joan Benoit (USA), que também merece ser reverenciada, pois em menos de 4 meses fez uma artroscopia no joelho, disputou e ganhou as seletivas americanas e conquistou a medalha de ouro em Los Angeles com um tempo de 2:24:52, o que ainda hoje é um tempo excelente. (em Pequim ‘08 a vencedora fez em 2:26:44).

A reportagem a baixo mostra a atleta suíça em 2004, se você se interessou pela história vale a pena assistir.

Link para os resultados da Maratona Feminina das Olimpíadas de Los Angeles 1984 - [Clique Aqui]

Joan Benoit, a campeã - [Clique Aqui]

quarta-feira, junho 13, 2012

Cidade dos Corredores

é um documentário sobre jovens corredores de Bekoji - uma cidade de 16.000 habitantes localizada no centro da Etiópia a uma altitude de 2.810 metros em relação ao nível do mar, e que produziu alguns dos maiores atletas de corridas do mundo, incluindo Tirunesh Dibaba (Ouro em Pequim’08 nos 5.000 e 10.000m), Kenenisa Bekele (Ouro Atenas’04 nos 10.000m e Ouro Pequim’08 nos 5.000 e 10.000m) e Derartu Tulu (Ouro Barcelona’92 nos 10.000m e Ouro Sydney’00 10.000m).

Em um ano de Olimpíadas, é fascinante descobrir histórias como esta, que mostram que o esporte vai muito além de uma disputa por medalhas ou troféus, é na verdade uma oportunidade de vida para jovens que tem como destino natural em países como a Etiópia a miséria.

Comandados pelo técnico Sentayehu Eshetu, os atletas nascidos em Bekoji já conquistaram para a Etiópia 8 medalhas de ouro em Olimpíadas, 10 recordes mundiais e 32 campeonatos mundiais, tudo fruto de muito espirito esportivo e vontade de vencer na vida.

Hoje o Coach Eshetu treina 200 crianças em Bekoji, com certeza a luta por uma vida melhor e a esperança no esporte farão surgir novos fenômenos nesta Cidade de Corredores.

O filme ainda não chegou ao Brasil, e como acontece com esse tipo de documentário, dificilmente chegará, mas mesmo assim vale a pena dar uma olhada no trailer e outros vídeos disponíveis no site. (www.townofrunners.com)

Town of Runners Cinema Trailer from Docs & Pieces on Vimeo.

Cinema trailer for forthcoming feature documentary, Town of Runners, released by Dogwoof on April 18th.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...