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Magro, até demais! |
O objetivo foi atingido, cruzei a linha de chegada. Mas fiquei com o sentimento de que tudo poderia ter sido mais fácil se além da disciplina no cumprimento das planilhas, eu tivesse tido a preocupação também com o fortalecimento e principalmente uma nutrição adequada.
No dia da maratona, eu pesava exatos 75kg, 10kg a menos do que 3 meses antes quando comecei o treinamento. No entanto, 7 desses 10kg foram embora somente no último mês de treinos. Tudo perfeito né? Com menos peso, menos impacto no joelho e outras articulações e mais chances de não ter dores na prova, certo? Ledo engano, fui traído pelo óbvio. Emagrecer parecia a melhor opção, mas fiz da maneira errada.
O alto volume de treinos das últimas semanas, e a falta de uma alimentação adequada e fortalecimento da musculatura, me causaram um catabolismo muscular, ou seja, perdi uma boa quantidade de músculo que fez falta durante os 42km.
A partir do km 27, senti cãibras no bíceps femural. Durante a prova não cumpri nenhum plano de hidratação, tomei pouca água até os 20 km, e fui tomar o primeiro gel de carboidrato somente depois de 1:20h. Não planejei nada, e acabei pagando o preço.
Se tivesse procurado uma academia para melhorar a resistência muscular e um(a) nutricionista que me orientasse na alimentação, meu corpo provavelmente teria suportado mais as condições e exigências da prova. Descobri da pior forma que de nada adianta ter um chassi leve se o motor não tiver potência.
Talvez, em distâncias menores, a preparação permita alguns erros sem prejuízo do resultado. Mas uma maratona é concluída nos detalhes, e erros acabam dificultando muito o caminho até a linha de chegada.