segunda-feira, setembro 10, 2012

Faltou Coragem!

Ainda na semana passada, recebi uma avaliação da Mariana (Newpace) sobre o meu desempenho na prova da Track & Field. Como sempre faço, após cada prova, mando o link do Garmin Connect e alguns comentários para ela, que faz uma avaliação dos dados e me retorna com algumas observações e dicas de como melhorar e continuar evoluindo.

Mas desta vez, até em função do RP nos 10km que conquistei, uma pergunta chamou minha atenção, gerando uma conversa com ela que me fez pensar de uma maneira diferente o fato de “arriscar” mais nas próximas tentativas de superar minhas melhores marcas.

A pergunta da Mariana foi a seguinte:

- Na 2ª parte da corrida, quando querias aumentar a velocidade, como te sentisses? Faltou perna ou coração?

Minha primeira reação ao ler esta pergunta foi tentar ver o que tinha pesado mais, a falta de fôlego ou a fraqueza das pernas. Me lembrei que estava correndo com a meta de 47’30”, e que no km 8 eu já estava com 53” a frente desse tempo de acordo com o Virtual Partner. Não tinha como pensar em “se matar” já sabendo que o melhor tempo é apenas questão de cruzar a linha de chegada.

Na minha resposta, coloquei o seguinte:

- Acho que faltou foi CORAGEM...

Isso mesmo, apesar de estar correndo num ritmo forte, eu acho que se precisasse ir um pouco além pra buscar um tempo ainda mais baixo, eu conseguiria. Não sei dizer se ganharia 10” ou 1’, mas um pouco mais sei que poderia.

No fim de toda avaliação e troca de mensagens com a minha treinadora, uma conclusão me fez refletir sobre os meus caminhos no mundo das corridas. A partir de agora, quebrar recordes pessoais vai ficar cada vez mais difícil, e pra chegar nas minhas melhores marcas será preciso trabalhar mais no limiar entre a “quebra” durante a corrida e o máximo da força e fôlego que consigo usar pra cruzar a linha de chegada.

Será um novo patamar psicológico na corrida pra mim, onde terei de aceitar o fato que “quebrar” numa corrida, é consequência de estar pronto para tentar uma melhor performance. E que para atingir esta melhor performance, será necessário aumentar a tolerância ao sofrimento e aguentar a zona de desconforto por mais tempo.

Chegar ao ponto de me permitir pensar desta forma “arriscada” e ir em busca de aguentar mais o sofrimento, é fruto de uma grande evolução no último ano de treinos, o que não deixa de ser uma recompensa. E pra ser sincero, gosto muito da ideia de treinar mais para poder arriscar mais.

O objetivo agora é: Ganhar mais fôlego, aumentar a força das passadas e CRIAR CORAGEM!!!

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