quarta-feira, janeiro 22, 2014

Porque parei? Como voltarei?

Chegada da Maratona de SC
Meus últimos passos na maratona, depois disso, parei!

Os últimos passos até a linha de chegada da maratona, foram meus últimos passos em uma corrida até hoje. Isso mesmo, desde a maratona de SC (29/09/2013) eu não corro. Não fiquei parado, pratiquei alguns esportes na faculdade e recentemente voltei a surfar com frequência, mas corrida, nem pensar!

Para realizar o sonho de correr a maratona, encarei 12 semanas com dores no joelho que aumentavam tanto quanto o volume de treinos. Foi uma luta física e psicológica, tudo girava em torno de contornar o problema no menisco e conseguir chegar no dia da maratona em condições de concluir aqueles 42km.

Sofri, cheguei a chorar em alguns treinos por causa da dor e por não saber se conseguiria, mas não parei, eu queria. A única promessa que me fiz foi que depois da linha de chegada eu teria que voltar a fazer aquilo sem sofrimento. Minha meta pós-maratona era então, correr sem dores e com alegria novamente.

Nas semanas depois da maratona, as dores chegaram ao pico. Não conseguia dobrar o joelho mais de 45º, me agachar, nem pensar. Ir ao médico era inevitável, e fui com a vontade de operar o mais rápido possível, não aguentava mais aquilo.

Porém o médico me recomendou antes de qualquer coisa, paciência. Antes de fazer a artroscopia, o ideal era fazer um tratamento e tentar a reabilitação, pois apesar da ruptura, em muitos casos é possível contornar o problema sem intervenção cirúrgica.

Sai do consultório rumo a uma dose de corticóide e 15 dias depois um tratamento de 20 dias com antiinflamatório. A injenção de corticóide foi a melhor coisa do mundo naquele momento, em uma semana as dores quase nem existiam, parecia milagre.

Mas além do tratamento, a recomendação médica mais dolorida era a pausa com as corridas, mais especificamente, uns 3 meses. Era fundamental acabar com o impacto repetitivo para que pudesse me recuperar. Além disso, antes de voltar, deveria fazer um bom fortalecimento da musculatura de suporte, para evitar que os problemas voltem.

E é nesse estágio de reinício que eu me encontro agora. Aos poucos estou buscando o fortalecimento da musculatura com exercícios funcionais e atividades sem impacto, como natação, bike e na areia da praia.

Não vou mentir, não vejo a hora de voltar a correr longas distâncias, mas a idéia de fazer isso de uma forma diferente e mais consciente é o que mais me motiva nesse momento.

Os desafios são os mesmos, quem vai mudar sou eu!

 

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