quarta-feira, julho 03, 2013

Golden Four Asics POA 2013- 21km pra exorcizar.

Post CV

Dia frio, úmido, o ingrediente especial foi a neblina que não deixava enxergar 50m à frente. Cenário perfeito para exorcizar tudo de ruim que apareceu nos últimos meses na minha vida, correndo uma meia maratona.

Post CV 4Poderia escrever um dramalhão, uma novela mexicana talvez, contando as coisas por que passei entre a meia de Florianópolis, que aconteceu em Março, e essa Golden 4 Asics. Pessoas que se foram, sonhos interrompidos, dores que vieram, angústia, tensão, desilusão, pensei em parar, mas o vício não deixou, só correr uma meia maratona poderia me salvar. E salvou!

Falar da organização perfeita, e do prazer de correr uma prova de primeira linha como a G4, se tornaria uma redundância chata pra quem conhece a história desse evento. Posso resumir os 21km da Asics, como a melhor corrida, antes, durante e depois de que já participei no Brasil. E só perde pra Meia de NY, porque não tem como comparar 15.000 correndo por NY com 1.200 correndo em Porto Alegre.

Mas se podemos avaliar uma corrida pela transformação que ela nos provoca, ou seja, por tudo o que ela muda no nosso corpo e principalmente na mente entre as linhas de largada e chegada, a G4 foi um marco na minha vida de corredor.

Post CV 2Era inevitável tanta insegurança, desconfiar da minha capacidade era quase uma obrigação, afinal estava sem treinar direito a 3 meses, recuperando de lesão, sem ter noção de até onde poderia ir. Não tinha como pensar que seria tranquilo, tudo indicava que não existia possibilidade alguma de ser fácil.  

Por precaução, consultei o regulamento pra saber qual era o tempo limite da prova (3h10') e confirmar em qual km ficava o portal de chegada no retorno (km 14). Sim, a possibilidade de desistir existia!

Aproveitei a companhia da Juliana pra correr a primeira parte da prova sem preocupação nenhuma. Foram 7km de aquecimento e parceria, onde aproveitei também para ver como se comportavam as lesões. Se não fosse ela ser minha "pacer" nesse primeiro 1/3 de prova, talvez eu não tivesse conseguido cumprir a estratégia de fazer uma prova progressiva.

Do 7ºkm em diante, resolvi soltar a corrida, e ir num ritmo bom que mantivesse minha confiança e me desse a possibilidade de chegar num honroso sub-2h.

Quando passei no 14ºkm, me sentia muito bem, cansado obviamente, mas com muita vontade e condição para chegar até o fim. Desde a meia maratona de março, não corria uma distância maior que 14km, mas mesmo assim sabia que aquele era o dia.

Não conhecia o último trecho de corrida, bem diferente dos primeiros 15km, tinha bem menos espaço e pra animar uma subida que fazia qualquer um respirar fundo antes de encarar. Chegava ser engraçado ver os suspiros e sussurros de reclamação dos corredores!

Faltando 1km pra chegada, confesso que lágrimas se misturaram ao suor, a emoção foi inevitável! Me perguntava como eu conseguia? Provei a mim mesmo que não vale a pena desistir quando tudo parece que vai dar errado. Aprendi que não precisa ser perfeito, basta ser nosso! 

Talvez nem um recorde pessoal na meia maratona me trouxesse tanta felicidade. O tempo de 1h58'26, tem muito mais coisa por trás, uma história que me deixa muito mais orgulhoso que o 1h43'.

Vibrei muito na chegada. E logo depois de cruzar a linha de chegada, virei em direção ao portal e pensei: "- É isso, o que eu preciso é mais disso, CORRER!"

Depois disso, eu quero como nunca a Maratona, dependo desse vício pra me manter feliz.

IMG_1723

VÍDEO DA CHEGADA

 

REGISTRO GARMIN

RESULTADOS

RESULTS

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