quarta-feira, novembro 21, 2012

Fazendo o teste ergoespirométrico

teste eronometrico

Ontem fiz o exame ergoespirométrico, aquele que mede nosso esforço e diz até onde podemos ir naquele momento. É um exame que todo corredor deve fazer pelo menos uma vez na vida.

Realizei o exame aqui em Florianópolis na Clínica Cardiosport, com o acompanhamento do Dr. Tales de Carvalho, que foi muito atencioso e profissional. O fato de ele ser um cardiologista e médico do esporte, fez muita diferença. Foi mais fácil a comunicação com quem também entende de corridas e tive respostas direcionadas a atividade que pratico.

Pra quem interessar realizei os exames através do Plano de Saúde Unimed.

O que é o Teste Ergoespirométrico?

1-IMG_0903O Teste Ergoespirométrico é um procedimento que avalia o desempenho físico máximo do paciente e mede a resposta de seus sistemas cardiovascular, muscular e pulmonar a situações de esforço.

Com o teste, é possível avaliar o potencial aeróbio, a zona de treinamento aeróbio, o limiar ventilatório I e limiar ventilatório II, além do VO2 max. Desta forma o atleta testa os limites de um treino leve, moderado e forte ou intenso com segurança a sua saúde e com eficiência para conseguir progressos.

Os meus resultados.

O próximo passo é levar os resultados dos exames para meus treinadores e ver o que vai mudar ou não nos treinamentos. Mas pra quem é curioso e gosta de números como eu, já dá pra se divertir bastante com a pasta dos resultados, por exemplo:

Medida

Avaliado

Previsto

%

Unidade

FC máxima

191

186

102,7

bpm

VO2 máximo

42,34

45,84

92,4

ml/kg.min

VO2/FCmax

17,7

19,7

89,9

ml/b

VE máximo (BTPS)

114,2

169,6

67,3

l/min

No laudo o resultado como limiares foram os seguintes:

  • FC Pico: 191bpm
  • Limiar 1 (treinamento francamente aeróbio): 148bpm
  • Limiar 2 (treinamento aeróbio com componente anaeróbio, que pode ser intervalado): 174bpm

Na conversa com o médico, deu pra entender que, correndo com uma FC abaixo do Limiar 2, nós conseguiremos ir muito longe, pois neste limite o corpo trabalha em equilíbrio e é possível manter o esforço por um longo período. Acima deste limite começa a existir o desequilíbrio e provavelmente depois de algum tempo correndo, os problemas e desconfortos comecem a aparecer, até quebrar.

Não significa que não devemos correr acima do limiar 2, segundo o próprio Dr. Tales, numa prova de 5km por exemplo, não tem problema nenhum, mas numa maratona correr muito tempo acima deste limiar pode ser a diferença entre cruzar a linha de chegada ou não!

Minha conclusão

Como falei, vou aguardar a conversa com os treinadores para ver se vai mudar alguma coisa no treinamento. Mas com os resultados e a conversa com o Dr. Tales, posso afirmar que conhecer melhor nosso corpo, ajuda muito a traçar as estratégias para atingir nossos objetivos.

Além disso, perceber quantitativamente que estamos com a “máquina” em dia serve tanto como reconhecimento pelo esforço nos treinos, como motivação para continuar em frente.

E você já fez este teste?

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