quinta-feira, abril 21, 2011

O começo…

A dois anos atrás, por causa da falta de tempo para academia e praticar outros esportes, escolhi a corrida como o caminho para conseguir manter o físico em forma e despejar a carga de adrenalina adquirida pelo stress do dia-a-dia. E com apoio e companhia da minha esposa, começamos uma rotina de treinos sugerida na revista Runners.

Depois de duas ou três semanas seguindo a risca os treinos sugeridos, me cansei de fazer treinos leves e curtos, e resolvi fazer um treino mais forte por conta própria. Mas a busca por satisfazer o necessidade de sempre ser e fazer o melhor, acima de qualquer coisa acabou me traindo, e de uma passada para outra, uma dor insuportável na parte externa do meu joelho direito me fez parar. A dor era tanta, que nem caminhar era possível, e tive que sentar no meio fio e esperar a dor aliviar um pouco para conseguir chegar até em casa.

Durante algumas semanas, achei que fosse uma lesão passageira, causada por um exagero for a de hora, mas a cada tentativa de retornar a correr a dor voltava após 2min de corrida, e com uma intensidade irritante. Com a demora para a recuperação, minha preocupação foi aumentando, e a curiosidade por saber o que me fazia sentir tanta dor aumentava a cada dia.

Por coincidência, um dia antes da consulta com o ortopedista especialista em joelho, chegou uma edição da revista Runners, com as 7 dores mais comuns entre corredores, e para a minha sorte e surpresa, uma das lesões descritas na reportagem, apresentava os exatos sintomas que eu sentia…e não deu outra – SINDROME DA BANDA ILIO TIBIAL. E o diagnóstico do ortopedista confirmou toda a suspeita.

A recuperação deste tipo de lesão, em corredores preparados já é muito complicada, e para um corredor iniciante ela é praticamente um atestado de óbito para o mundo das corridas. O estaleiro foi inevitável.

Para quem sempre teve o esporte e a atividade física presente no dia-a-dia , ficar impossibilitado de fazer quase tudo, é perturbador e impacta de forma negativa de diversas formas na vida pessoal do atleta.

Durante este período de estaleiro, minha esposa seguiu nos treinos, e participou de algumas provas, que nos fez conhecer melhor essa tribo da corridas de rua, e o quão legal é estar nesse meio de saúde e alegria. Afinal são poucos esportes que você se sente um vencedor só por completar uma prova, afinal a superação é sempre o grande objetivo.

E superação não é vencer um adversário, é vencer a si próprio!!!

Este envolvimento com as corridas através da Juliana, manteve uma chama de motivação acesa em mim, e depois de muito repouso e alongamento, em março deste ano, resolvi que era hora de colocar os tênis de novo, e arriscar uma corridinha… e vou dizer, nunca uma corridinha curta e bem devagar, foi tão gratificante e recompensadora. As dores não tinham aparecido…

Desde então, voltei a encarar a corrida como o caminho para a satisfação pessoal, e uma recompensa física e mental. Aprendi desta vez, a respeitar o corpo e suas limitações, e cada passada, é feita de forma consciente e segura, simplesmente para que possa existir a próxima passada.

Depois de 128km, do início dessa jornada, resolvi criar este Blog, e dividir com o mundo essa experiência viciante que é correr. Afinal, CORRER VICIA.
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